MIGUEL FIGUEIRA, ARCHITECT
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Cronologia de um movimento de cívico: Setembro de 2009 Logotipo Humano no mar com 215 surfistas na praia do Cabedelo; Fevereiro de 2010 Seminário "Impacto do Surf na Sociedade" e lançamento das primeiras propostas de intervenção urbana para a integração do sul da cidade; Junho de 2010 Participação na elaboração do Guia de Surf com o Turismo do Centro de Portugal; Setembro de 2010 Distinção no Encontro Nacional de Arquitectos na Barragem do Picote - Torneio Escada; Junho de 2011 Elaboração da candidatura do Cabo Mondego a WORLD SURFING RESERVES com a Câmara Municipal da Figueira da Foz; Setembro de 2011 Distinção do projecto CIDADESURF na iniciativa MOVIMENTOMILÉNIO categoria Cidades, com apresentação da solução da reposição artificial da deriva litoral através de um BYPASS; Fevereiro de 2012 Viagem ao outro lado do mundo. Ciclo de conferências no estrangeiro com visita ao BYPASS de Colangatta, na Austrália; Março de 2012 Participação no grupo de trabalho GLOBAL SURF CITIES; Maio de 2012 Distinção com duas Menções Honrosas no Concurso de Ideias para a Praia da Figueira, para contributos no âmbito da revisão do POOC Ovar - Marinha Grande; Junho de 2012 Lançamento da campanha O MAR À CIDADE


Miguel Figueira REMIX by DJ Rubi



BLOG
vídeo SURFTOTAL
entrevista no JORNAL DOS ARQUITECTOS # 240, Ser Independente
FICHA TÉCNICA

A Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e a Universidade de Coimbra estabeleceram uma parceria para desenvolver um centro de investigação na área da energia. Apesar dos avanços e recuos relativamente ao programa, a singularidade arquitectónica e a aproximação ao consumo energético zero destacaram-se pelo consenso entre diferentes actores neste processo. O programa estabilizou-se em dois núcleos, serviços e hangar, que vieram a dar origem a dois edifícios interligados, a instalar na frente do parque de negócios de Montemor-o-Velho; um loteamento industrial de construção recente sobre um aterro nivelado organizado em quadras regulares com orientação NW-SE.
Da relação oblíqua das quadras com o eixo Norte-Sul nasce a necessidade da rotação, inscrevendo-se assim, em projecto, o primeiro gesto circular. Concentrámos então a nossa atenção na geometria inscrita, optando por explorar a circunferência resultante do movimento de rotação em detrimento do paralelepípedo que estávamos a rodar. Constatada a relação de perpendicularidade do círculo em cada ponto na relação com o movimento de rotação do sol, mas também da melhor relação entre área e perímetro, optámos por esta geometria para a definição da forma, já que possibilita a optimização da captação solar e limita as perdas. O pragmatismo da construção e a habitabilidade desviou-nos dos modelos esféricos para a forma cilíndrica...
A singularidade arquitectónica em nenhum momento terá norteado o desenvolvimento do projecto. Ainda assim, julgamos que também se cumpre.

projecto Miguel Figueira I DPU da CM Montemor-o-Velho.
DPU da CM Montemor-o-Velho: arquitectura Miguel Figueira, Ana Fróis, Daniel Gameiro, Gonçalo Cristo, João Alves; engenharia Bruno Graça; levantamento Marlene Maricato, Hugo Lopes, Márcio Ribeiro, António Simões.
projectos especiais UC / ITECONS.


Pedro Baía / Diogo Seixas Lopes + Jorge Nogueira, fotografia, AS PEDRAS ROLANTES DE MONTEMOR-O-VELHO, Jornal Arquitectos #248, Set.

O Percurso Pedonal Assistido de Montemor-o-Velho é constituído por três lanços de escadas rolantes que ligam a cota baixa da vila, perto da Praça dos Paços do Concelho, à cota alta do promontório onde passava o Caminho de Ronda do Castelo. As escadas rolantes vencem um desnível de mais de 30 metros e podem ser usadas para subir ou para descer. Ao lado destas, lanços de escadarias de pedra desembocam em vários patamares a cotas intermédias da encosta sul da colina. Esta segunda rede pedonal articula a infra-estrutura mecânica com a malha do edificado em volta, criando uma nova teia de vizinhanças. Mais que uma novidade tecnológica para deslumbrar no “corte da fita”, as escadas rolantes são uma “máquina urbana” para reanimar um tecido que já existe e que continua a ser ocupado por gente. Nas palavras de Miguel Figueira, “é um by-pass: uma intervenção violenta face a um diagnóstico crítico. A vitalidade da vila e do seu centro dependem, em grande medida, do bom relacionamento com o seu castelo, e a viabilidade da habitação na sua encosta depende da qualidade do acesso. Não é só a ligação ao castelo, mas também a integração da encosta degradada que urge resolver".
O projecto, desenvolvido pela Divisão de Projecto Urbano da Câmara de Montemor-o-Velho, insere-se num plano estratégico que tem como objectivo melhorar as condições de habitabilidade na encosta sul do Castelo. Mas não só. O projecto procura também, e acima de tudo, resgatar a centralidade do vale na estrutura territorial do vale do Mondego. Neste sentido, ao reposicionar a entrada principal do Castelo na Porta do Sol, junto à Capela de Santo António, o acesso deixará de se fazer unicamente pela estrada que desde os anos de 1970 liga a Estrada Nacional 111 à Porta da Peste do Castelo. Ou seja, com a abertura da Porta do Sol, articulada com a recuperação do Caminho de Ronda e com a ligação mecânica entre a cota alta e a cota baixa, o Castelo deixará de estar de costas voltadas para a vila e para o vale do Mondego.



+
Graça Barbosa Ribeiro, O arquitecto Miguel Figueira deu uma escada rolante às viúvas de Montemor, PÚBLICO
Catarina de Almeida Brito, Architecture news: letter from Portugal, WALLPAPER




# link to extended version _ seminário aproximações em 2008

projecto Miguel Figueira I GEP da CM Montemor-o-Velho.
GEP da CM Montemor-o-Velho: arquitectura Miguel Figueira, Ana Buco. Ana Fróis, Gonçalo Cristo, João Alves, Pedro Vieira; engenharia Bruno Graça; levantamento Marlene Maricato, Hugo Lopes, Márcio Ribeiro.
projectos especiais: aerodinâmica ADAI - Almerindo Ferreira; estruturas ITECONS Filipe Bandeira, Hugo Macedo; paisagismo OF arquitectos - Daniel Monteiro; hidráulica Hidroprojecto; electicidade+águas e esgotos+mecânica Macieira de Castro.
Montemor-o-Velho, Coimbra. Projecto 2008. Construção 2009/2011.
Fotografia in PHOTOS Márcio Oliveira

artigo JA #237 SER PORTUGUÊS
artigo PROGETTO E TERRITORIO. LA VIA PORTOGHESE
guia PORTUGAL CONTEMPORÂNEO
selecção HABITAR PORTUGAL 2009/2011
selecção ESTRATÉGIA URBANA
selecção IX BIENAL IBEROAMERICANA DE ARQUITECTURA Y URBANISMO


projecto Miguel Figueira I GEP da CM Montemor-o-Velho.
GEP da CM Montemor-o-Velho: arquitectura Miguel Figueira, Ana Buco. Ana Fróis, Gonçalo Cristo, João Alves; estruturas ITECONS Filipe Bandeira, Hugo Macedo / GEP.CMMV Bruno Graça
Montemor-o-Velho, Coimbra. Projecto 2008. Construção 2009/2011.

artigo PROGETTO E TERRITORIO. LA VIA PORTOGHESE



Miguel Figueira e Pedro Vieira.



Benetton: Designing in Teheran
International Competition _2009.

Miguel Figueira, Pedro Vieira e Carlos Azevedo.
















"todas as Barbies querem namorar o Jack"

Thyssen Elevator Architecture Award.
Miguel Figueira, Pedro Filipe Vieira, Carlos Azevedo + Pedro Bandeira Dulcineia Santos, Ana Lima.
Dubai, projecto 2008.


Reconvertemos a casa da avó em dois apartamentos para as netas, contraímos o perímetro e subimos a cércea, para ganhar luz natural e explorar o índice de construção. Ficaram as paredes em alvenaria de pedra e a caracterização de época do tempo do avô, pelo valor sentimental e pelo benefício fiscal da reconstrução.
O edifício foi dividido em dois T2 duplex de duas frentes, norte e sul, com acessos independentes a partir do rés-do-chão. Comum é o estacionamento no R/C, a cobertura de uma água e o pátio que desce até à plataforma do piso da entrada. Apesar do programa clássico em cada apartamento com as áreas sociais em baixo e as privativas em cima, o resultado permite formas de habitar opostas, contrapondo: a valorização da frente sul num apartamento e da frente norte no outro; a generosidade dos espaços sociais com a do espaço privativo; a continuidade espacial com a fragmentação. Apesar de nunca termos conhecido o avô, julgamos ter percebido bem as diferenças daquelas duas netas.

selecção HABITAR PORTUGAL 2009/2011

"...A correlação de forças exercida entre o reconfigurado retábulo do Pentecostes e o conjunto da escultura avulsa colocado ao Evangelho permite, em suma, estabelecer um diálogo estimulante e situado no patamar da “reinvenção” do espaço e das formas, em que os objectos, perdidos de um primitivo contexto, se encontram na dignidade e categorização de uma nova força discursiva.
A inteligibilidade concertada da qualidade escultórica presente na capela.
Uma intervenção que dinamiza a leitura dos objectos escultóricos na capela através de uma estratégia de “rompimento” do espaço alarga o campo de visão, criando mais possibilidades interpretativas e, decididamente, reforçando a atenção sobre as categorias qualitativas presentes.
Incidindo sobre o retábulo do Pentecostes, a luz rasante permitirá uma leitura mais dinâmica da estrutura compositiva realçando as qualidades narrativas dos temas representados, ao mesmo tempo que realça as volumetrias diferenciadas pela escultura de vulto ou em relevo. Como a valorização museológica das duas esculturas de S. Julião e Santa Luzia dependerá também da carga lumínica fabricada na caixa que as acolhe, ficará estabelecida a relação construtiva entre os dois momentos escultóricos com outro grau de inteligibilidade interactiva.
A valorização articulada do “espaço útil” da capela.
O “espaço útil” de qualquer objecto arquitectónico encontra-se directamente relacionado com a função que desempenha. A capela do Espírito Santo tem-se fundamentalmente assumido como interface de ligação à secretaria e ao espaço confessional. O projecto para as duas esculturas contribuirá para reverter o mero sentido de passagem, até agora dominante, fixando um outro usufruto de ordem contemplativa e pedagógica. Por outro lado, mantendo-se uma cobertura reconstituída em abóbada de berço e a respectiva simbólica remetida à ideia de Paraíso, a aproximação das superfícies parietais às faces laterais do retábulo contribuirá para, numa estratégia que aceita e desenvolve o jogo definido pela ilusão trabalhada da figura/fundo, acentuar a dimensão prospéctica da capela. Afinal, a opção estética e cultural mais cara ao século por excelência do Renascimento português.
Invocada deste modo, a capela conquista também uma dimensão cenográfica, mantendo intactas todas as categorias religiosas que, deste modo, se potencializam. Transforma-se, na realidade, um espaço inerte e descaracterizado pela agitação proveniente da sua natureza de “passagem” em momento qualificado e convidativo à fixação do olhar..."

Maria de Lurdes Craveiro in MDJ

arquitectura Miguel Figueira e Pedro Vieira.
história de arte Lurdes Craveiro.
arqueologia Conceição Lopes
Projecto de 2007 para a Igreja S.Julião da Figueira da Foz.


No espaço ocupado por uma antiga Capela, no início do sec. XX, foi construído o edifício do Mercado Municipal. A manutenção do mesmo programa durante um século obrigou a algumas alterações ao edifício original. A transferência de uso para um novo espaço criou a oportunidade para a sua recuperação.
A Câmara pretendia equipar o espaço para exposições temporárias e outros eventos. A encomenda sugeria ainda a solução de uma galeria num nível superior para aproveitar a vantagem da altura da nave do mercado...
O projecto divide-se em duas frentes: a da recuperação do edifício original (ou da re-interpretação do original) e a da intervenção para responder à encomenda. Simultaneamente prevê-se a possibilidade de atravessamento pedonal do edifício, completando a rede de percursos urbanos, no centro do Centro Histórico, na principal praça da Montemor-o-Velho. Este espaço é pensado como complemento e extensão do espaço público, e ficará infra-estruturado para apoiar e dinamizar o seu uso.

projecto Miguel Figueira I GTL de Montemor-o-Velho
GTL de Montemor-o-Velho: arquitectura Miguel Figueira, Nelson Mota, Nuno Morais; estabilidade Isabel Quinteiro; levantamento Marlene Maricato, Márcio Ribeiro; arqueologia Flávio Imperial; história Sandra Lopes; serviço social Pedro Oliveira; administrativo António Assis; direito Célia Parente.

VIDEO_ Instalação de Daniel Miracle para o citemor / citemor.tv
NEOKINOK TV EMISSÃO EXPERIMENTAL 1 / www.neokinok.tv
artigo PROGETTO E TERRITORIO. LA VIA PORTOGHESE


Ardeu um celeiro em Montemor. Alguém aproveitou a oportunidade, compartimentou o espaço e fez uma casa banal. Amanhou o quintal, cuidou da nogueira e rasgou janelas para a rua principal. Depois de habitada, a casa foi novamente abandonada.

RE-HABITAR
A rua morreu e deixou de ser a principal. Mantêm-se as paredes de pedra e cal, a nogueira e três laranjeiras, a sul, no quintal.
É um projecto do avesso, ou sobre esta condição que hoje se impõe à nova ocupação. A tipologia é fundada neste redireccionamento para o interior. A tecnologia da pedra e da madeira impõem a sua disciplina à forma.
As áreas, sociais e privada, desenvolvem-se nos dois pisos da casa. O relacionamento com o exterior, rua e quintal, é estruturado no anexo.
O lugar de todas as relações da habitação é o centro, no projecto assinalado como o meio da casa. A articulação deste espaço com o exterior é sempre indirecta. O seu significado depende do percurso, do movimento, do uso.

arquitectura Miguel Figueira; estabilidade + águas e esgotos Rui Silva; electricidade António Trindade
Montemor-o-Velho, Coimbra. Projecto 1995-2005. Construção1996-2006.

download do Opúsculo 10 - publicação Dafne Editora
selecção HABITAR PORTUGAL 2006-2008 Mapei / Ordem dos Arquitectos